Energia solar abastece quase metade do Brasil: o que isso significa?

A energia solar já é a 2ª maior fonte do país, mas a sua conta não baixou, certo? Entenda por que a sua conta segue alta e como se proteger.

Como é possível a energia solar ser a 2ª maior fonte de energia elétrica do país, e a conta continuar tão alta? Te explico logo abaixo. Boa leitura!

Se está sobrando energia, por que a minha conta não baixou? 

O valor da energia elétrica vem aumentando gradualmente. Em agosto, a ANEEL aprovou o reajuste com a maior alta do mês chegando a 19,74%, bem acima da inflação.

E esse aumento pesa na conta inteira, você não paga só a energia, paga também o transporte pela rede, os encargos, os impostos e a bandeira.

A maior parte da geração de energia solar ocorre das 10h às 16h. Boa parte dela não vem das grandes usinas, mas da geração própria dos telhados de casas, comércios e propriedades rurais. E a tendência é aumentar essa geração de energia.

Segundo dados da ANEEL de julho de 2026, a geração própria já soma 50,47 GW, contra 22,71 GW das grandes usinas solares. 

A sua conta não diminui por três motivos:

  •  A sobra acontece na hora errada. O sol está forte entre 10h e 16h, quando o país consome menos. O pico de consumo vem à noite, das 17h às 22h, quando não tem sol. Nessa hora entram usinas mais caras, e é por isso que a ANEEL mantém a bandeira amarela.
  • Devido a geração maior das 10h às 16h, parte da sobra é jogada fora. Sem consumo suficiente, o ONS manda cortar a geração. De janeiro a abril de 2026, o país cortou em média 2.843 MW de energia solar e eólica.
  • A energia solar do telhado do vizinho é dele. O excedente vira crédito para quem gerou, não desconto na sua conta.

Com essa alta, cheguei tarde para colocar energia solar?

Em julho de 2026, já eram mais de 4,6 milhões de sistemas instalados em telhados e pequenos terrenos, entre casas, comércios e propriedades rurais, segundo a ANEEL. Pela estimativa da ABSOLAR, cerca de 21 milhões de brasileiros são beneficiados.

O excedente já tem regra: pela Lei 14.300, ele vira crédito válido por 60 meses. Existe a cobrança do Fio B, que se refere à utilização dos fios de eletricidade e postes da distribuidora. A Lei 14.300 foi sancionada em 6 de janeiro de 2022 e criou uma cobrança gradual para quem pediu a conexão à distribuidora a partir de 7 de janeiro de 2023. Quem protocolou antes disso segue sem pagar o Fio B até 2045.

Em 2023, a cobrança era de 15% do Fio B. Em 2026, está em 60%. Em 2027, sobe para 75%, e chega a 90% em 2028.

Entenda mais sobre o assunto no vídeo abaixo:

BiduExplica #23 Mudança na Lei de cobrança da fatura de energia 

Então, cheguei tarde? Não. A economia de quem instala hoje é menor que a de quem instalou em 2022, mas a conta de luz sobe todo ano. Quanto mais você espera, mais meses paga a conta cheia.

Um modo de economizar na cobrança do Fio B é concentrar o consumo de kWh no horário de sol, das 10h às 16h. A energia usada na hora em que é gerada não passa pela rede e não entra na cobrança do Fio B, quanto menos sobra de energia enviada, menor o valor pago.

Na prática, pode deixar a máquina de lavar, a bomba da piscina ou o ferro para o fim de semana de manhã, ou programar os aparelhos com timer, isso já faz diferença.

O que muda de verdade na conta de quem instala agora?

A conta pode cair até 95%, além da previsibilidade e segurança de não depender 100% da rede elétrica, o sistema fotovoltaico dura em torno de 25 anos.

Com a durabilidade do sistema solar tão alta, é essencial ter uma empresa responsável presente, para dar assistência durante todo esse tempo.

A EletroBidu já está no mercado há mais de 30 anos, com unidades espalhadas pelo Brasil, transformando a economia em previsibilidade na conta de seus clientes com mais de mil projetos fechados por mês, sendo verificada pelo Reclame Aqui com o selo RA1000 e indicada ao prêmio das melhores empresas para o consumidor de 2026.

Quem instala agora ganha previsibilidade e controle sobre a conta de luz.

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