Em 6 de fevereiro de 2027, o Brasil poderá observar um eclipse solar anular. Entenda como o fenômeno afeta a geração de energia solar, se é necessário tomar algum cuidado com o sistema fotovoltaico e qual pode ser o impacto na sua conta de luz.
Sábado de Carnaval, uma da tarde. O céu escurece parcialmente, a luminosidade diminui e, em algumas regiões do extremo sul do país, será possível observar o chamado “anel de fogo” ao redor do Sol.
Para quem tem placas solares no telhado, o fenômeno desperta uma curiosidade extra: durante o eclipse, a geração de energia é interrompida? É preciso desligar o sistema ou tomar alguma precaução? Boa Leitura!
Uma dúvida que faz sentido
Se a placa depende do Sol, e o Sol vai ser em boa parte coberto, alguma coisa muda. A boa notícia é que muda por pouco tempo e não estraga nada.
Quem acompanha a geração pelo aplicativo do inversor vai ver um vale no gráfico daquele sábado. Não é defeito.
O que é um eclipse anular
É quando a Lua passa na frente do Sol, mas está um pouco mais longe da Terra. Ela não consegue cobrir o Sol inteiro, e sobra um anel de luz em volta. Daí o apelido de “anel de fogo”.
No Brasil, o anel completo só aparece no extremo sul do Rio Grande do Sul, na região de Santa Vitória do Palmar. No resto do país, o eclipse é parcial.
Eclipse solar de 2027: quanto do Sol some na sua cidade
Em São Paulo, Belo Horizonte e Curitiba,cerca de três quartos do Sol vai ficar coberto no auge do eclipse, por volta de uma da tarde. O fenômeno inteiro dura umas três horas e meia, do fim da manhã ao meio da tarde.
A placa não desliga. Ela funciona como num dia de nuvem pesada: gera menos enquanto a Lua passa na frente do Sol e volta ao normal logo depois.
O que outros países já viveram
Em abril de 2024, um eclipse cruzou os Estados Unidos. No Texas, a geração das usinas solares despencou em pouco mais de uma hora, e as usinas a gás cobriram cerca de 80% da queda. Ninguém ficou sem luz.
Em agosto de 2026, foi a vez de Portugal e Espanha se prepararem. O operador português previu uma queda de cerca de 45% na produção solar durante o eclipse, que aconteceu no fim da tarde, e deixou outras usinas de reserva.
Por que a sua casa não fica no escuro
Quem tem sistema conectado à rede não fica sem luz. Enquanto a placa gera menos, a casa puxa energia da rede normalmente, como faz toda noite.
O que fazer no dia
No sistema: nada. Não precisa desligar o inversor nem cobrir as placas. Deixe tudo como está.
Nos olhos: tudo. O cuidado de verdade é com a vista. Não olhe para o Sol, nem com óculos escuros comuns, filme de raio X ou vidro fumê. Use só óculos próprios para eclipse, certificados.
Na conta: quase nada. Algumas horas a menos de sol forte, em um dia do mês, pesam muito pouco na geração do mês inteiro. É menos do que uma semana de tempo fechado.
Projeto que já conta com dias sem sol
Todo projeto da EletroBidu já considera os dias nublados e chuvosos do ano. Um eclipse é só mais um deles. São mais de 30 anos de atuação e mais de mil projetos por mês.
Enquanto o eclipse não chega, o Sol trabalha todo dia no seu telhado. Quer saber quanto ele pode gerar para a sua casa? Faça a simulação gratuita com a sua conta de luz.


